terça-feira, 17 de novembro de 2015

Paradoxo do Amor


E de repente acontece o paradoxo!

Trinta e tal anos decorridos, reencontram-se numa rede social, quando se haviam amado em carne e osso!

Não lhes permitiu o destino que se unissem, quando a juventude se lhes aflorava na pele.
Atordoados, querem saber um do outro...
Anseiam-se... Vorazmente confusos, querem falar muito...entre os silêncios.

Ela, quer muito dizer-lhe o quanto a magoou, saber que o havia feito chorar, sofrer, apesar de o ter amado.
Ele, confessa-lhe que andou errante, que a procurou, que nunca a esqueceu.
Ele e ela, sabiam que tinham sido o primeiro grande amor um do outro.

E trocam mensagens diariamente, meio desajeitados quase como  quando adolescentes.
Transparecem nas palavras os receios de quem já conta com meio século de vida.
Adiam o reencontro, para um dia que desejam breve!

Ela, sabe que precisa daquele abraço, de o tocar, de lhe fazer a leitura do olhar penetrante...
Ele, não se sabe! É profundo, mas de poucas palavras.

São ambos demasiado intensos, mas só a presença física os irá denunciar, para o tudo ou nada.


Painting: Andrei PROTSOUK

sexta-feira, 27 de março de 2015



Estes ainda não têm dona, foram feitos hoje :)


No meu atelier concretizo sonhos em forma de bijuterias.
Este fio já tem dona, ainda assim como também sou uma guardadora de sonhos...vai ficar por aqui!
Quero um cavalo de várias cores
Quero um cavalo de várias cores,
Quero-o depressa, que vou partir.
Esperam-me prados com tantas flores,
Que só cavalos de várias cores
Podem servir.

Quero uma sela feita de restos
Dalguma nuvem que ande no céu.
Quero-a evasiva - nimbos e cerros -
Sobre os valados, sobre os aterros,
Que o mundo é meu.

Quero que as rédeas façam prodígios:
Voa, cavalo, galopa mais,
Trepa às camadas do céu sem fundo,
Rumo àquele ponto, exterior ao mundo,
Para onde tendem as catedrais.

Deixem que eu parta, agora, já,
Antes que murchem todas as flores.
Tenho a loucura, sei o caminho,
Mas como posso partir sozinho
Sem um cavalo de várias cores? .



Reinaldo Ferreira
Poemas
Estudo de José Régio
Prefácio de Guilherme de Melo
o chão da palavra/poesia
 

domingo, 15 de março de 2015


Este igualmente terminado em Dezembro de 2014.
Foi inspirado na obra de Tom Fedro.
Retomei às minhas pinturas em tela.
Este é de Dezembro de 2014