Paradoxo do Amor
E de repente acontece o paradoxo!
Trinta e tal anos decorridos, reencontram-se numa rede social, quando se haviam amado em carne e osso!
Não lhes permitiu o destino que se unissem, quando a juventude se lhes aflorava na pele.
Atordoados, querem saber um do outro...
Anseiam-se... Vorazmente confusos, querem falar muito...entre os silêncios.
Ela, quer muito dizer-lhe o quanto a magoou, saber que o havia feito chorar, sofrer, apesar de o ter amado.
Ele, confessa-lhe que andou errante, que a procurou, que nunca a esqueceu.
Ele e ela, sabiam que tinham sido o primeiro grande amor um do outro.
E trocam mensagens diariamente, meio desajeitados quase como quando adolescentes.
Transparecem nas palavras os receios de quem já conta com meio século de vida.
Adiam o reencontro, para um dia que desejam breve!
Ela, sabe que precisa daquele abraço, de o tocar, de lhe fazer a leitura do olhar penetrante...
Ele, não se sabe! É profundo, mas de poucas palavras.
São ambos demasiado intensos, mas só a presença física os irá denunciar, para o tudo ou nada.
Painting: Andrei PROTSOUK






