terça-feira, 17 de novembro de 2015

Paradoxo do Amor


E de repente acontece o paradoxo!

Trinta e tal anos decorridos, reencontram-se numa rede social, quando se haviam amado em carne e osso!

Não lhes permitiu o destino que se unissem, quando a juventude se lhes aflorava na pele.
Atordoados, querem saber um do outro...
Anseiam-se... Vorazmente confusos, querem falar muito...entre os silêncios.

Ela, quer muito dizer-lhe o quanto a magoou, saber que o havia feito chorar, sofrer, apesar de o ter amado.
Ele, confessa-lhe que andou errante, que a procurou, que nunca a esqueceu.
Ele e ela, sabiam que tinham sido o primeiro grande amor um do outro.

E trocam mensagens diariamente, meio desajeitados quase como  quando adolescentes.
Transparecem nas palavras os receios de quem já conta com meio século de vida.
Adiam o reencontro, para um dia que desejam breve!

Ela, sabe que precisa daquele abraço, de o tocar, de lhe fazer a leitura do olhar penetrante...
Ele, não se sabe! É profundo, mas de poucas palavras.

São ambos demasiado intensos, mas só a presença física os irá denunciar, para o tudo ou nada.


Painting: Andrei PROTSOUK

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